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Ministério Público investiga denúncia de irregularidades no Cides-Leste

Após receber denúncias da ocorrência de irregularidades ocorridas no início deste ano no Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Leste de Minas (Cides-Leste), durante o período em que o prefeito de Caratinga, Giovanni Correa da Silva, era seu presidente, o Ministério Público encaminhou ofício à Polícia Civil, acompanhado de cópia da denúncia, solicitando que tais denúncias sejam apurados. Dr. Giovanni também foi oficiado a prestar esclarecimentos sobre as supostas irregularidades cometidas.

Entenda o caso
Em 06 de janeiro deste ano, em uma reunião tumultuada, Dr. Giovanni foi eleito presidente do Cides-Leste, no exercício do cargo, foram realizadas várias licitações para contratação de serviços, medicamentos, materiais de papelaria, obras, pavimentação asfáltica, elaboração de projetos e realização de eventos, entre outros.

Porém, como destaca o denunciante, uma semana após a Operação Forasteiros, realizada pela Polícia Civil no dia 24 de março, visando desbaratar a organização criminosa instalada na Prefeitura de Caratinga, no dia 31 de março, Dr. Giovanni, na condição de presidente do Cides-Leste, editou o Decreto 004/2025, anulando os mesmos processos licitatórios que ele havia aprovado, em virtude da ocorrência de vícios insanáveis.

A denúncia informa, ainda, as participações do ex-vereador Emerson da Silva Matos, o Irmão Emerson, e de Flavio Araújo Pacheco da Silveira, ex-assessor de Dr. Giovanni, preso durante a Operação Forasteiros, considerado o líder da organização criminosa, na assembleia do Cides-Leste ocorrida no dia 06 de janeiro, quando pressionaram prefeitos a votaram no prefeito de Caratinga para a presidência da instituição. Como relata o denunciante, a esposa de Irmão Emerson acabou sendo nomeada secretária executiva do consórcio.

Vale citar que em sua extensa denúncia, o autor aborda várias outras situações apontadas por ele como irregulares durante a permanência de Dr. Giovanni como presidente do Cides- Leste.
Diante da denúncia, além de solicitar à Polícia Civil a apuração dos fatos narrados, o Ministério Público encaminhou ofício ao prefeito Dr. Giovanni solicitando que esclareça quais vícios insanáveis foram detectados para a anulação de diversos procedimentos licitatórios por meio do decreto 004/2025, no prazo de 15 dias.

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