
No final da tarde de quinta-feira, 20, foi publicada a decisão do juiz Alexandre Ferreira, juiz eleitoral da 72ª Zona Eleitoral de Comarca de Caratinga, na qual considerou improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral, ajuizada pelo empresário Rogério Soares de Freitas, denunciando o uso de Fake News por seus adversários políticos, às vésperas das eleições municipais do ano passado, em que era candidato a prefeito de Caratinga, visando denegrir sua imagem junto ao eleitorado do município.
De acordo com Rogério Soares, nos dois últimos dias da campanha eleitoral do ano passado, foram divulgados vídeos manipulados por inteligência virtual, nos quais uma pessoa se fazendo passar por ele fazia declarações de caráter negativas, divulgadas através da internet por redes sociais.
Estas Fake News, segundo Rogério, teriam prejudicado a sua imagem junto ao eleitorado, resultando na perda de votos e, assim, influenciado no resultado das eleições municipais, além de manchar a sua imagem junto à opinião pública.
No entanto, em sua sentença, para fundamentar sua decisão pelo indeferimento do pedido de Rogério Soares, o juiz Alexandre Ferreira alegou que faltaram provas robustas das participações dos denunciados quanto à autoria dos vídeos e sua disseminação pelas redes sociais, considerando, ainda, os depoimentos das testemunhas arroladas pelo denunciante como opiniões e comentários pessoais.
Além disso, ele considerou que as gravações nas quais Emerson da Silva Matos, o Irmão Emerson, se apresentava como participante nos vídeos manipulados foram feitas em reunião de confraternização, não sendo possível definir se elas se tratavam de brincadeira ou se eram verdadeiras. É importante ressaltar que cabe recurso desta decisão ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais.
Ação Penal
É importante esclarecer que, além da Ação de Investigação Judicial Eleitoral, Rogério Soares ajuizou uma Ação Penal contra as pessoas suspeitas de terem participado na montagem e na disseminação dos vídeos manipulados por inteligência virtual visando denegrir a sua imagem junto à população.
De acordo com os advogados do empresário, no inquérito feito pela Polícia Civil, existem provas contundentes e robustas, já periciadas, contra os supostos participantes na criação e divulgação das Fake News contra a imagem de Rogério Soares.



