ColunasEdilson Rodrigues

Coluna do Edilson – 15/04 -Desvalia

A humanidade passa por um momento crítico, vivendo uma fase extremamente preocupante de degradação moral que agride de forma contundente os princípios éticos e morais, estabelecendo uma quase completa inversão de valores e ferindo de morte a célula básica da formação de um povo, de uma nação equilibrada: a família.

O que temos assistido, com crescente constância, são famílias desestruturadas, divididas, desassociadas completamente de seus pilares como o respeito mútuo, a união e, principalmente, o amor, que são substituídos por interesses e conceitos cada vez mais individualistas.

É muito triste observar que a cada dia torna-se mais raro encontrar marido de uma só mulher e, infelizmente, mulher de um só marido. A fidelidade e a lealdade são legadas a um passado distante, conceitos colocados à deriva, não passando de tolas promessas proferidas diante de algum padre ou pastor.

O mais trágico, em grande número de casamentos, que um dia eram de fato sagrados, é a forma assustadora como crescem os exemplos dos traídos, tanto eles quanto elas, aceitam isso por exclusivos interesses financeiros, sustentando posições que perderiam com a ruptura do acordo matrimonial.

Aliás, não há como deixar de mencionar que, assim como era comum acontecer entre a nobreza na antiguidade, hoje, em um casamento, o amor torna-se cada vez mais desnecessário, sendo substituído, para alguns de forma inteligente, pela conveniência.

Se você ainda mantém imaculado o respeito aos compromissos do casamento e a harmonia familiar, meus parabéns!… Mas, saiba que para a maioria das pessoas você está virando, infelizmente, uma “peça de museu”!

Os bons costumes tornam-se cada vez mais raros e escassos, chegando ao ponto em que as pessoas que praticam e orientam os seus procedimentos pelos princípios cristãos, outrora merecedores de elogios, atualmente, são consideradas ultrapassadas, arcaicas e “fora de moda”.

Como nunca antes, o “honesto” é substituído pelo “esperto”, em um cenário no qual não importa de que forma, o importante é atingir os objetivos e o sucesso.

Enquanto o primeiro busca alcançar o reconhecimento e a conquista de sucesso em suas iniciativas pelos caminhos da capacidade e competência, o segundo é enaltecido por chegar aos postos mais altos e ao enriquecimento pela habilidade de grande oportunista, sejam quais forem as ferramentas utilizadas para tanto.

Grande parte das pessoas, talvez, a maioria, as leis, as normas e regras de boa conduta são coisas de segundo plano ou até terceiro. A lei que se encontra acima de todas as demais é a “Lei de Gerson”, afinal, seja de que forma for, o primordial é levar vantagem em tudo, doa a quem doer.

Para piorar o que já é péssimo, neste antro de corrupção moral também se encontram líderes religiosos. De bons exemplos, como eram em um passado cada vez mais distante, grande parte deles, tem se tornado péssimos conselheiros e orientadores, pois, como faziam os fariseus, fazem totalmente ao contrário do que pregam e praticam tudo aquilo que condenam, mercadejando a Palavra de Deus e se enriquecendo às custas de ignorância de seus fiéis.
A esfera política continua do mesmo jeito que sempre foi. Afinal de contas, a corrupção, a apropriação e o desvio do dinheiro do povo sempre foram suas “ferramentas de trabalho”. Nesta seara, o que mais dói e ver crescer o número daqueles que os admiram, defendem, consideram certo o que eles fazem e ainda se empenham em mantê-los ou colocá-los no poder.

Se porventura ofendi seus “princípios”, peço que me perdoe e exercite a tolerância, concedendo-me o direito de defender os bons costumes e os princípios éticos e morais.

Não adoto essas modernidades! Afinal, sou “das antigas”!

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