
A farmacêutica EMS iniciou a venda das primeiras canetas injetáveis produzidas no Brasil para tratar obesidade e diabetes tipo 2. Os medicamentos Olire e Lirux, à base de liraglutida, foram liberados pela Anvisa em dezembro de 2024 e já estão disponíveis nas redes Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo e Pacheco, inicialmente nas regiões Sul e Sudeste.
Nesta fase, são 100 mil unidades de Olire e 50 mil de Lirux, com expansão nacional prevista até 2026, quando a empresa espera atingir 500 mil canetas distribuídas.
Com preços 10% a 20% mais baixos que os importados, o kit com três canetas de Olire custa R$ 760,61, e o pacote com duas de Lirux sai por R$ 507,07. A venda exige receita médica retida na farmácia.
Indicado para obesidade em adolescentes a partir de 12 anos, o Olire tem dose máxima de 3 mg diários. Já o Lirux, para diabetes tipo 2 em crianças acima de 10 anos, tem dose de até 1,8 mg por dia. As aplicações são subcutâneas e independem das refeições.
A EMS investiu mais de R$ 1 bilhão em tecnologia e infraestrutura, incluindo uma fábrica de peptídeos em Hortolândia (SP). Os produtos usam peptídeos sintéticos, diferentemente dos importados, feitos com bactérias geneticamente modificadas.
A empresa também planeja lançar, em 2026, a versão nacional da semaglutida – princípio ativo do Ozempic e Wegovy -, aguardando o vencimento da patente. A expectativa é de incluir o medicamento no SUS futuramente.
A rival Hypera também pretende lançar sua versão da semaglutida no mesmo período. Após uma tentativa de fusão rejeitada, a EMS aumentou sua participação acionária na concorrente para 6%.



