Caratinga

Praça da Estação, uma alegria. As outras praças, uma TRISTEZA!

Depois de um longo tempo as obras do projeto de revitalização da Praça da Estação foram concluídas e a “nova praça” foi entregue a população, por ocasião da comemoração do 176º aniversário de Caratinga. Porém, enquanto a Praça da Estação pode mostrar a sua beleza, as demais praças da cidade encontram-se no mais completo abandono, inclusive a principal praça da cidade, a Cesário Alvim, outrora orgulho dos caratinguenses.

Praça da Estação
O trabalho de revitalização da Praça da Estação, cujo resultado merece sinceros elogios, trouxe muitos questionamentos durante a sua execução, a começar pela demora na concretização das obras que gerou muitas reclamações pelos transtornos causados e nunca foi devidamente justificada pela administração municipal, em um mutismo que é característica da atual gestão, apesar da tão declarada “transparência”.

Outra reclamação diz respeito ao custo total e real da revitalização, diante das dúvidas na avaliação dos dados mostrados no Portal Transparência da Prefeitura que provocam muitos questionamentos, pois, como acontece nesses sete anos e meio da atual gestão, o valor anunciado para o pagamento das obras e dos serviços nunca é o valor real gastado pela Prefeitura.

O Portal da Transparência apresenta o valor de a R$ 1.846.000,00, usado para pagar os prestadores dos serviços e fornecedores, mas não incluem o que foi gasto com a nova iluminação, com o asfaltamento da rua lateral e com a reforma do antigo armazém ao lado da praça.

Praça da Estação. A “transparência” nos valores gastos não são mostrados como deveriam

Conforme apurado por A Semana, a réplica da locomotiva custou R$ 506 mil; a empreiteira responsável pelas obras da praça recebeu R$ 618,4 mil e mais R$ 213 mil de dois aditivos; as lixeiras, os pergolados, as plantas ornamentais, os insumos e outras despesas somaram R$ 510 mil. Com isso, calcula-se que o valor total pode ultrapassar os R$ 3 milhões.

Outras praças
Enquanto o atual governo comemora o embelezamento da Praça da Estação, que de “Gata Borralheira” se transformou em “Cinderela”, moradores da periferia reclamam das condições precárias das praças de suas localidades.

Conjunto Habitacional
O estado de completo abandono também é visível na pracinha existente no Conjunto Habitacional Cândido José Placides. Ela encontra-se invadida pelo mato, tendo os canteiros e o piso totalmente danificados, fazendo com que seja impraticável o lazer para as crianças e para encontro dos moradores.

No Conjunto Habitacional, a praça se esconde no mato e na sujeira

Dr. Eduardo
A praça localizada imediatamente após a principal via de acesso ao Bairro Dr. Eduardo está completamente abandonada, suja, com seus bancos quebrados e com os canteiros e piso destruídos. Tal situação impossibilita que a praça cumpra o seu objetivo de ser um local para o lazer e local para encontro de amigos e famílias.

A praça do Bairro Dr. Eduardo está a anos-luz da linda Praça da Estação

Bairro Esperança
No Bairro Esperança, o descaso da administração municipal atingiu a praça que foi construída, durante o governo do ex-prefeito Ernani Campos Porto, no local onde existia a antiga Cadeia Pública. Outrora bela, atualmente, o que se vê são bancos quebrados, piso totalmente descuidado e algumas pilastras, que serviam de decoração, arrebentadas. E os canteiros e flores nem existem mais no local.

A praça do Bairro Esperança é um verdadeiro cenário de abandono

Praça Cesário Alvim
Chamada com carinho de “Praça das Palmeiras”, a Praça Cesário Alvim, antigo cartão postal de Caratinga, há anos está em completo abandono, situação denunciada pelo jornal A Semana em diversas matérias e em incontáveis notas publicada na coluna “Zé Caratinga”, deixando de ser um orgulho e se tornando uma vergonha para os caratinguenses.

Buracos, matos e andarilhos tomam conta do antigo “Cartão Postal” da cidade

Apesar de tombada pelo Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Caratinga (Compac), ao contrário do que tal situação fazia esperar, com o decorrer dos anos, a Praça foi sendo degradada, tanto nos aspectos estruturais como nos aspectos morais, que complicam e impedem que as famílias usem o local para o lazer.

A praça que foi considerada a mais bonita e imponente de toda a região, hoje é o retrato do descaso, com completo desnivelamento de seu piso, ocasionando grandes alagamentos por ocasião de chuvas mais intensas que obstruem a circulação das pessoas. Grandes buracos existentes foram reparados pelo atual governo, porém, substituindo as pedras portuguesas por concreto, contrariando as exigências estabelecidas pelo tombamento da praça, o que se constitui em uma ilegalidade.

Além disso, vários bancos de madeira sempre estão danificados, prejudicando a sua utilização. Os canteiros anteriormente sempre limpos, bem cuidados e floridos, há anos não existem mais.

Além dos problemas estruturais, a Praça Cesário Alvim passou a conviver com a degradação moral, sendo tomada por andarilhos, de origem desconhecida, que utilizam o local para o uso de drogas e bebidas alcoólicas, dormindo nos bancos e nos canteiros. Além disso, o local se tornou ponto de encontro para que prostitutas arrumem clientes para “programas”, aproveitando principalmente de idosos.

Grande número de pessoas evita cruzar a praça mesmo durante o dia, para evitar serem abordados pelos andarilhos e usuário de drogas em busca de “uma ajuda para o almoço” que, quando conseguida, sempre é utilizada na compra de mais droga ou bebida.

À noite, apenas os imprudentes ousam passar pela praça. A esmagadora maioria jamais circulam até mesmo pelas calçadas externas do local, diante do grande risco de serem vítimas de roubo, situação que é intensificada pela precariedade da iluminação da praça.

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