
O início das Olimpíadas Especiais, no último sábado ,12, foi marcado por um momento simbólico e repleto de emoção. A cerimônia de abertura, realizada no Ginásio do Unec II, em Caratinga, contou com a participação de mais de 100 crianças e jovens de várias cidades. Durante o evento, eles entraram em grupos no Ginásio, representando as escolas e instituições a que pertencem, celebrando a segunda edição de um evento que une esporte, inclusão e superação.
A tocha que percorreu o Ginásio carregava muito mais que fogo. Carregava sonhos, coragem e a certeza de que a inclusão é o verdadeiro ouro. João Victor Gomes, de 26 anos, teve a missão de conduzir a tocha para acender a pira olímpica, em um momento simbólico e inesquecível. “ Foi um mix de emoção poder representar um evento tão importante como esse”, destacou, João.
Logo após a abertura, os atletas tomaram as pistas da Vila Olímpica do Unec com uma energia contagiante. Foram cinco modalidades: Corrida de 100, 150 e 200 metros, Salto em Distância e salto parado, Arremesso de Peso e Revezamento. Tudo com apoio técnico de profissionais e voluntários.
De acordo com Flora Botelho, Assistente Esportiva de Minas Gerais das Olimpíadas Especiais, o evento tem o objetivo de preparar os participantes para seguir treinando e competir em outras etapas, como estaduais e até mundiais, sempre com o apoio das escolas, técnicos e instituições.
Idealizado pelo Lions Clube Caratinga Itaúna com apoio da Fundação Educacional de Caratinga (Funec), o projeto foi criado em 2018 e vem promovendo um espaço para que crianças e jovens com deficiência possam se expressar, desafiar limites e conquistar reconhecimento. “ Nós do Lions Clube Itaúna estamos muito felizes. Para nós é uma alegria poder receber os atletas e as famílias, estar fazendo a inclusão deles conosco e com a sociedade em geral” destacou, a presidente do Lions Clube Caratinga, Margareth Bacelar.
Para os participantes, o simples fato de competir já era uma conquista. Como para Isabela Batista, de 9 anos, que deu o melhor para conquistar a tão sonhada medalha. E também, para Daniel Felipe Batista, 21 anos, que veio de Timóteo exclusivamente para participar das Olimpíadas Especiais. Para ele, o simples ato de estar ali, competindo e fazendo novos amigos, já era uma vitória.
No fim, os números do cronômetro e as distâncias medidas nos saltos foram apenas detalhes. O que brilhou de verdade foi o olhar de quem viveu conquistas, rompeu barreiras e mostrou ao mundo que o verdadeiro pódio é feito de inclusão, respeito e amor.





