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Hospital Irmã Denise promoveu palestra sobre doação de órgão

Na terça-feira, 26, véspera do Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, comemorado anualmente em 27 de setembro, o Hospital Irmã Denise realizou uma palestra, tendo como público-alvo colaboradores do hospital e estagiários de medicina, acadêmicos do Centro Universitário de Caratinga (Unec), visando desmistificar a questão dos transplantes e assim colaborar para o aumento do número de doações. A iniciativa da sensibilização é da Comissão Intra-Hospitalar de Captação de Órgãos (CIHDOTT) do Hospital Irmã Denise.

A palestra foi ministrada por Danielle Queiroz, enfermeira da Organização de Procura de Órgãos, que destacou as principais dúvidas e informações relacionadas à doação de órgãos e tecidos. “Estamos comemorando o Setembro Verde, mês de conscientização e incentivo à doação de órgãos e aqui falamos do sistema nacional de transplante, captação de doadores, manutenção do potencial doador, morte encefálica e toda legislação que compõe esse processo”.

Como ela esclareceu, as doações de órgãos só acontecem após uma série de processos e protocolos de segurança, incluindo o diagnóstico de morte encefálica, a autorização familiar para doação, avaliação dos órgãos de modo a afastar doenças infecciosas, além da realização de exames de compatibilidade com prováveis receptores.

A médica Elenara Barbosa, presidente da CIHDOTT, falou do treinamento realizado na última semana pela equipe da comissão. “Nosso objetivo é trazer as principais informações sobre doação de órgãos. Nós da CIHDOTT fizemos a primeira parte do treinamento de enucleação de globo ocular que é a retirada do globo ocular do doador falecido para transplante de córneas. Agora aguardamos o treinamento prático. Nosso objetivo é, quem sabe um dia, poder realizar esse procedimento aqui no Hospital Irmã Denise”.


Cheila Pires, vice-presidente da CIHDOTT, ao falar sobre a sua experiência durante o treinamento de enucleação realizada no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, enfatizou a importância do acolhimento às famílias dos doadores. “Tive a oportunidade de realizar, por uma semana, o treinamento de enucleação de globo ocular, com a intenção de trazer para nossa região esse atendimento. Outro diferencial do treinamento é o trabalho de acolhimento que deve ser direcionado às famílias dos doadores naquele momento de dor pela perda”.


Segundo Danielle Queiroz, no Brasil, a retirada de órgãos só é efetuada mediante autorização familiar. “Mesmo que alguém tenha expressado o desejo de ser doador em vida, a doação só ocorre se a família concordar. A primeira atitude de quem deseja ser um doador é manifestar essa vontade aos familiares. Não adianta deixar documentado, pois, não existe doação presumida e sim, consentida. Se no futuro o doador for diagnosticado com morte encefálica, apesar da dor, a família poderá autorizar a doação e, assim, salvar inúmeras vidas”.

Os alunos do 10º período de Medicina do Unec estão estagiando no Hospital Irmã Denise e também participaram da palestra. A aluna Juliana Gonçalves, elogiou a iniciativa que ajuda a difundir informações sobre a importância de ser um doador. “O tema doação de órgãos é de extrema importância para nós, acadêmicos de Medicina. Ações como essa são determinantes para a realização das doações e destacar que a informação sobre o ato de doar pode salvar vidas, sendo um pilar importante nesse processo”.

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