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Junho Violeta colore Caratinga na luta contra a violência à pessoa idosa

A cor violeta tomou conta da Praça Dom Pedro II e do Calçadão, no centro de Caratinga, nesta semana, em uma ação simbólica e educativa voltada à conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa. A iniciativa faz parte da campanha Junho Violeta, que ocorre em todo o país durante este mês, e visa mobilizar a sociedade sobre o respeito e a proteção aos direitos dos idosos.

A mobilização contou com uma blitz educativa e distribuição de materiais informativos, com a participação de entidades públicas, conselhos e representantes da sociedade civil. O objetivo principal foi levar informação à população e orientar sobre como identificar e denunciar situações de violência ou negligência.

“É preciso enxergar e agir”
A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, Ana Paula de Sá, destacou que a violência contra a população idosa muitas vezes é silenciosa e invisível, sendo praticada não apenas com agressões físicas, mas também por meio de abandono, negligência, abuso financeiro e psicológico.

“O idoso precisa ser respeitado e protegido. O Junho Violeta é uma oportunidade de sensibilizar as famílias, os profissionais de saúde e toda a sociedade sobre formas de cuidado, acolhimento e denúncia”, afirmou Ana Paula.

Tipos de violência contra a pessoa idosa
A campanha alerta para as múltiplas formas de violência que afetam a pessoa idosa. São elas:

• Física: agressões, empurrões ou maus-tratos que causam dor ou lesão;

• Psicológica: humilhações, ameaças, ofensas e isolamento;

• Financeira: apropriação indevida de bens, cartões, aposentadorias ou pensões;

• Sexual: qualquer ato não consentido, inclusive toques ou insinuações;

• Negligência e abandono: ausência de cuidados básicos, como higiene, alimentação ou medicamentos;

• Institucional: desrespeito ou omissão por parte de profissionais e instituições de cuidado.

“Denunciar é o primeiro passo”
A advogada Katiúscia Paiva, da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da OAB, enfatizou que é essencial conhecer os tipos de violação para que as pessoas possam reconhecer e denunciar os abusos.

“Muitos idosos vivem situações de violência dentro da própria casa ou em instituições. Às vezes não denunciam por medo, vergonha ou dependência emocional e financeira. Cabe à sociedade proteger e denunciar”, ressaltou.

Voz da juventude na causa
A estudante Eulália Paiva, que atua na Pastoral da Pessoa Idosa, também participou da ação e reforçou a importância de envolver os jovens e fortalecer redes de apoio aos mais velhos:

“O idoso não pode ser tratado como um fardo. Ele carrega sabedoria e merece respeito. Cuidar é um dever de todos nós”, destacou.

Onde denunciar
Para denúncias de maus-tratos, abandono ou qualquer tipo de violação, o principal canal é o Disque 100, serviço gratuito e sigiloso da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).

• Atendimento 24h, todos os dias da semana, inclusive feriados

• Também pode ser acionado pelo site oficial do Ministério dos Direitos Humanos

Conscientizar é proteger
A campanha Junho Violeta reforça que o envelhecimento deve ser vivido com dignidade, segurança e autonomia. Proteger os idosos é responsabilidade coletiva — das famílias, do poder público e da sociedade.

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